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Noites de Verão

Noites de Verão

24
Ago17

A cigarra e a formiga


Paula Custódio Reis

cigarra e formiga.jpg

 

«E tu cigarra, o que fizeste durante o verão?

Eu? Eu cantei.

Ai cantaste? Então agora, dança!»

 

Esta era uma das muitas histórias que nos contavam, quando éramos miúdos, ao serão.

Este é um princípio que as gentes do campo conhecem bem. Por isso, os meses de verão, são meses de muito trabalho: colheitas, conservas, arranjos nas casas e caminhos.

Quando vêm as primeiras chuvas, o tempo é de começar a abrandar o ritmo de trabalho, não esquecendo, pelo meio, o tempo das vindimas e da aguardente. Depois a azeitona. Depois as podas, para que nasça nova e ordenada vida, na Primavera seguinte.

O Estio é tempo de trabalho, até porque o tempo de luz, de sol a sol, é mais longo.

O Inverno é tempo de pousio, para dar tempo à Natureza de fazer acontecer os seus milagres.

Sábias práticas e sábios conhecimentos, os daqueles que sabem adaptar-se aos ciclos da Natureza.

Quando os abandonamos, ficamos à mercê dos elementos, e nem o facto de sermos bons cantores nos servirão de muito: «cantas bem mas não me alegras», diz o povo.

Os sábios Gregos diziam que o homem que pensa, mas que não pratica aquilo que pensa, é como se não pensasse.

Eu, por mim, gosto de ler os grandes pensadores, mas aprecio muito, também, a sabedoria daqueles que prevêm, trabalham e se adaptam aos ciclos da natureza, aos ciclos do tempo, precavendo-se, trabalhando.

Porque música, como chapéus, há muita. E para muitos gostos.

 

 

 

 

 

 

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