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Noites de Verão

Noites de Verão

27
Jul18

Somos Física e Química


Paula Custódio Reis

«Somos de carne e osso. Mas, na realidade, tudo o que nos rodeia, e nós mesmos, somos matéria e energia, que interagem no espaço e no tempo. Ou seja, somos física e química.»

 

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Hoje é dia de Eclipse Lunar. Ou seja, um planeta e o seu satélite natural, vão cruzar-se, nas suas rotas, e dar-nos uma visão de si próprios muito diferente do que é habitual: a lua vai ter uma sombra fugaz e vai mudar de cor, aos nossos olhos.

E porque é um fenómeno diferente, muitos de nós, vão ter a curiosidade de, pelos menos, lançar um olhar. Outros vão dissecar o fenómeno. Outros, ainda, por falta de interesse, ou de oportunidade, não terão contacto visual com o fenómeno.

Dizem os cientistas que, até vamos ter oportunidade de ver uns pontos brilhantes, que sabemos ser as crateras da Lua.

Ou seja, para uma hora de acontecimento, neste pequeno retângulo que é o nosso País, vamos ter dez milhões de reações diferentes. Diferentes porque, apesar de o fenómeno ser o mesmo, e já só tendo em conta os que virem, cada reação, cada visão vai ser diferente.

Porquê? Porque cada um de nós é uma combinação infinita de matéria e de formas como essa matéria reage a si mesma e à matéria externa.

Nascemos diferentes. Crescemos de forma diferente. Tornamo-nos únicos. E o que cada um de nós tem de melhor é reconhecer essa diferença, fazendo com que ela seja um fator de soma para o Mundo em que vivemos.

O Mundo ganha com a soma das partes. E o papel das partes é ter consciência de que são uma parte do todo, tal como qualquer um dos seus pares. Com diferentes cargas acumuladas de matéria e experiências físicas, é certo, mas apenas uma parte.

E por mais que o entusiamo, o amor pelo outro, ou a vontade de partilhar tomem conta de nós, o que acumulamos de verdadeiramente importante ao longo da vida, é nosso e não pode ser doado. O que podemos doar são os exemplos, a localização das nossas fontes de experiência. Para tudo o resto, o outro tem que ter vontade, capacidade e entendimento.

Por isso não adianta o nosso entusiasmo benfazejo de só querer passar ao outro. Esse processo, na maior parte das vezes, não resulta. A passagem de conhecimento, para mim, só é validada quando o outro reconhece esse conhecimento como válido. Quando o outro, de forma física, reage com reconhecimento. Ver para crer. Sentir para não esquecer. Física e Química.

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