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Noites de Verão

Noites de Verão

22
Nov16

Saudade


Paula Custódio Reis

arco iris.jpg

 

Os amigos não se perdem...
Mesmo que, fisicamente, já não estejam aqui.
Esta é uma imagem que criei, para ajudar a compreender a dureza de já ter perdido gente que me é querida.
As boas memórias que criamos com eles, ajudam-nos a ouvi-los, quando mais precisamos deles. Quando precisamos de apoio, de um sorriso, de uma opinião.
É assim que eu gosto de lhes render homenagem: imaginando ou lembrando o que diriam, o que pensariam, como reagiriam......
Ajuda. Não chega para matar saudades, mas ajuda...
Tenho memória de elefante para algumas coisas, acho que para aquelas que cabem no coração, e, por isso lembro risos, frases, ensinamentos, como se estivesse a ouvi-los hoje:
"O alecrim purifica os pulmões", ouço, lá do fundo remoto da primeira infância.
"No Castelo Velho há um eléctrico" dizia o avô Manel, a convencer os netos para a caminhada.
"Eu não minto", ouvi, muitas vezes, à mesa.
"Alcains, merece tudo", sempre deste o teu melhor...
"O caminho faz-se caminhando, menina", (suspiro)...
Hoje, Novembro e chove. "O cair da folha leva tanta gente". E traz tanta saudade...

22
Nov16

Lugares de Sempre


Paula Custódio Reis

Férias na aldeia.
No sopé da Gardunha.
Para muitos, memórias. Para mim, perduram.
Gosto de Mar, de Cidades, de outras paragens. Mas esta vista faz-me falta. A Gardunha guarda segredos, dizem. Acredito. Este é o meu.
Não o guardo muito bem. Partilho-o muitas vezes. Tenho muito gosto nisso.
Mas as oportunidades de subir até aqui são muitas. E, fico sempre com a certeza que, o segredo desta Serra não é mais do que aquilo que nos faz sentir.
A primeira vista é sempre de assombro. Depois, ao voltar, porque se volta sempre, começa a entranhar-se. Deve ser sempre assim com os grandes segredos, com o que é estranho, certo?
Eu, por mim, confesso: no meu estado atual, vivo, respiro e sinto esta Serra em cada célula. Osmose.
Quem quiser vir esquadrinhar, fica o convite: este sítio, esta vista, fica a oeste da Pedra Sobreposta e de Monsanto, a Leste da Nascente da Ocreza e das Minas da Panasqueira, a Norte da Anta e de Castelo Branco, a Sul do Castelo Velho e da Estrela. No Caminho do Meio, como é conhecido por estas paragens. É uma varanda natural a meio da Serra.
Alguem se atreve?

Foto de Paula Custódio Reis.
Foto de Paula Custódio Reis.
22
Nov16

Da Natureza


Paula Custódio Reis

A natureza é providencial. Generosa. Abundante, para quem a cuida.
Mas, no seu princípio feminino, reage como tal: tem dias de lua, dias tempestuosos, dias de zanga. Quase sempre como resposta ou, simplesmente, porque sempre foi assim.
E o Homem insiste em desafiá-la. Em confiar na bonança. Em acreditar no próprio ego, que lhe diz que a sua inteligência é superior às forças da Natureza. Até quando?
"Natureza: ela sempre esteve aqui..."

Foto de Paula Custódio Reis.
22
Nov16

Outono


Paula Custódio Reis

Já houve alturas em que gostei do Outono. Essa estação colorida e generosa que encanta a vista.
Por volta dos dez anos, tenho a lembrança de dezenas de miúdos, a varrer a pontapé as folhas da Avenida, a caminho da telescola.
Vínhamos dos diferentes bairros, em grupos combinados, acabando por nos encontrar pelo Adro, para iniciar a subida. Se uma carrinha de caixa aberta parava, era uma alegria. O vento frio na cara era compensado pelas risadas, causadas pelo despenteado dos cabelos.
O lanche e algum brinquedo na mochila, para o intervalo grande. Mas as brincadeiras, quase sempre de grupo. Acho que ainda me lembro da dor de queixo, fruto de uma queda em voo a saltar aos talegos.
Em suma: transportes perigosos, brincadeiras violentas, colegas perigosíssimos, vindos da reeducação (com quem partilhávamos caminhos, carteira e brincadeiras) e um sistema de educação incompreensível para os nossos dias...
E memórias, boas memórias de uma escola especial, ali na aldeia.
Olha, sobrevivemos todos. E não somos selvagens...

 

Foto de Paula Custódio Reis.
22
Nov16

Noites de Verão


Paula Custódio Reis

Gosto de ouvir, de ler, de falar, de escrever.

Gosto de memórias, de sonhos e de projectos.

Gosto de coisas simples e de idéias elaboradas.

 

Sou do campo, mas gosto de mar revolto.

Gosto de aprender e de partilhar.

 

A escrita é vício de sempre...

Daí este espaço: um terraço virtual onde podemos encontrar-nos...

Até já!

 

Paula

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